Eis a questão. Será que parte da minha alma morreria se o meu heterónimo morresse? Ou se eu morresse será que o meu heterónimo ainda andaria por aí a vaguear? A cuidar das pessoas que mais amo? Ou a atormentá-las?
É uma pergunta complicada. Uma pergunta que raramente é pensada por alguém.
Ou eu teria a coragem para matar o meu segundo "eu"? Por lhe ter dado a vida perfeita. Sem problemas. Sem culpa. E com inveja.
Entramos numa espécie de contradição.
Não quero que morras. Mas gostava de ser como tu. E como posso ser tu se ainda continuas cá?
Eis a questão.
Será que alguma vez saberei responder a essa pergunta? Não.
Só sei que criar-te foi a melhor coisa que fiz.
Com orgulho.
Íris Carvalho
terça-feira, 18 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
Desaparece, sonho perdido
Escrevo em cima do joelho. Quero apressar algo. Quero que o tempo passe para poder não te ver, e seguir em frente.
Desaparece. Como o dinheiro, num ápice. Por favor.
Escrevo em cima do joelho. E com esperança penso "Íris tu és melhor que isso, não te prendas a um sonho" (impossível de realizar).
Não quero nada disto. Eu não pedi nada disto. Ou será que pedi? Ao amar-te de corpo e alma? Talvez. Não devia.
Tento deixar de te amar, amando-te ainda mais.
Desprezo-te. Sem qualquer tipo de respeito.
E no entanto, observo, e tu ainda aqui estás, como que de propósito. E porquê? Eu não pedi nada disto.
Eu amo-te mas já não consigo gostar de ti. És horrível.
E mesmo assim, aqui a Íris, continua presa ao sonho.
Sem fim à vista. Sem uma luz ao fundo do túnel.
Olho para ti e sinto-te tão próximo à distância.
Como se quebrasses todas as regras, todos os km. Não pode ser.
Alimentas o meu vício cada vez mais. Quando devia ser o contrário. Não quero amar-te.
Não passas de um sonho perdido. Não passas de um sonho do qual eu desejo acordar e não consigo.
Prendeste-me aqui e foste embora.
Sem sentimentos. Sem arrependimentos. Sem remorsos.
Quero acordar deste sonho ao qual chamo de pesadelo. És um caso perdido.
Íris Carvalho
Desaparece. Como o dinheiro, num ápice. Por favor.
Escrevo em cima do joelho. E com esperança penso "Íris tu és melhor que isso, não te prendas a um sonho" (impossível de realizar).
Não quero nada disto. Eu não pedi nada disto. Ou será que pedi? Ao amar-te de corpo e alma? Talvez. Não devia.
Tento deixar de te amar, amando-te ainda mais.
Desprezo-te. Sem qualquer tipo de respeito.
E no entanto, observo, e tu ainda aqui estás, como que de propósito. E porquê? Eu não pedi nada disto.
Eu amo-te mas já não consigo gostar de ti. És horrível.
E mesmo assim, aqui a Íris, continua presa ao sonho.
Sem fim à vista. Sem uma luz ao fundo do túnel.
Olho para ti e sinto-te tão próximo à distância.
Como se quebrasses todas as regras, todos os km. Não pode ser.
Alimentas o meu vício cada vez mais. Quando devia ser o contrário. Não quero amar-te.
Não passas de um sonho perdido. Não passas de um sonho do qual eu desejo acordar e não consigo.
Prendeste-me aqui e foste embora.
Sem sentimentos. Sem arrependimentos. Sem remorsos.
Quero acordar deste sonho ao qual chamo de pesadelo. És um caso perdido.
Íris Carvalho
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Apenas uma ilusão
Para sempre.
Uma ilusão que vem como que implicada na felicidade.
Uma ilusão tornada em desilusão.
Uma ilusão, que uma vez felizes, todos tomamos por garantido.
Uma ilusão como que por burrice mas com plena consciência que outrora esse para sempre nunca existiria.
Não somos eternos.
Ilusão atrás de desilusão.
Todos vamos ter.
Fortalecer. É o que nos vai valer.
Mas que importa se continuamos infelizes?
Íris Carvalho
Uma ilusão que vem como que implicada na felicidade.
Uma ilusão tornada em desilusão.
Uma ilusão, que uma vez felizes, todos tomamos por garantido.
Uma ilusão como que por burrice mas com plena consciência que outrora esse para sempre nunca existiria.
Não somos eternos.
Ilusão atrás de desilusão.
Todos vamos ter.
Fortalecer. É o que nos vai valer.
Mas que importa se continuamos infelizes?
Íris Carvalho
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Amizade
Amizade. Um mistério para mim.
Não temos um conceito universal.
É difícil defini-la.
Mas uma coisa é certa, tempo não está na definição. Tempo é apenas um extra para ficar bem.
Como se constrói? Errando. Foi assim que nós construímos a nossa.
Nunca achei que após tantos problemas, tantos mal-entendidos, tantas confusões fossemos ter uma amizade que agora considero estável e segura.
E é isso mesmo que define uma amizade.
As loucuras que nos fazem cometer e os imprevistos que nunca esperávamos atingir.
Se na altura do nosso mais baixo momento eu alguma vez poria a hipótese da nossa amizade ser como é agora?
Digo-te honestamente, não.
Mas fico feliz por na altura ter estado errada.
É preciso defender, perdoar, gritar, chamar à razão, viver, amar, ser feliz.
É preciso acima de tudo, mudar.
Sinto que após estes anos me fortaleci como pessoa, graças a todos os problemas que tivemos. E sei que tu também.
Sei que mudaste e não foi apenas na cor de cabelo.
E fico feliz por isso.
Um dia vamos perceber, ambas, que todos os erros cometidos afinal valeram a pena.
Os erros.
Deram-nos a oportunidade de construir uma amizade.
Mas após isto tudo, se sei definir "amizade"? Sinceramente não.
Um completo e total mistério. Para mim.
E para todos os que partilham de uma.
Um mistério agradável?
Pode dizer-se que sim.
Se perdesse o mistério, muitas das amizades iriam acabar por perder valor. O que eu não quero que aconteça à nossa.
Sim porque valor é uma das coisas que a nossa amizade nunca vai deixar de ter.
Um sincero obrigada.
Inspirado numa pessoa maravilhosa.
Íris Carvalho
Não temos um conceito universal.
É difícil defini-la.
Mas uma coisa é certa, tempo não está na definição. Tempo é apenas um extra para ficar bem.
Como se constrói? Errando. Foi assim que nós construímos a nossa.
Nunca achei que após tantos problemas, tantos mal-entendidos, tantas confusões fossemos ter uma amizade que agora considero estável e segura.
E é isso mesmo que define uma amizade.
As loucuras que nos fazem cometer e os imprevistos que nunca esperávamos atingir.
Se na altura do nosso mais baixo momento eu alguma vez poria a hipótese da nossa amizade ser como é agora?
Digo-te honestamente, não.
Mas fico feliz por na altura ter estado errada.
É preciso defender, perdoar, gritar, chamar à razão, viver, amar, ser feliz.
É preciso acima de tudo, mudar.
Sinto que após estes anos me fortaleci como pessoa, graças a todos os problemas que tivemos. E sei que tu também.
Sei que mudaste e não foi apenas na cor de cabelo.
E fico feliz por isso.
Um dia vamos perceber, ambas, que todos os erros cometidos afinal valeram a pena.
Os erros.
Deram-nos a oportunidade de construir uma amizade.
Mas após isto tudo, se sei definir "amizade"? Sinceramente não.
Um completo e total mistério. Para mim.
E para todos os que partilham de uma.
Um mistério agradável?
Pode dizer-se que sim.
Se perdesse o mistério, muitas das amizades iriam acabar por perder valor. O que eu não quero que aconteça à nossa.
Sim porque valor é uma das coisas que a nossa amizade nunca vai deixar de ter.
Um sincero obrigada.
Inspirado numa pessoa maravilhosa.
Íris Carvalho
Esquecer Parte II
Se para esquecer é preciso lembrar então quando não te lembrares já te esqueceste mesmo que sejam apenas dois segundos de vida. Mas nesse período de tempo já esqueceste. Nem que sejam uns meros dois segundos. Foste feliz. Novamente.
Raul de Almeida
Raul de Almeida
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