domingo, 27 de novembro de 2011

Este mundo parou. E porquê? Ninguém sabe. O mundo está um caos.
Chove. E a casa parece que vai cair de tão forte que a chuva é. Estou farta. É dia 2 de Novembro. Não estamos em pleno Inverno.
O mundo parou e mudou. Por completo. Para pior.
Alterações climatéricas. Crise económica. Criminalidade. Estamos numa montanha russa que apenas desce, a pique. E porquê? Ninguém sabe ou ninguém quer saber. Vamos todos morrer. De uma maneira ou de outra. A este ponto é obrigatório exigir e fazer por merecer tempos de mudança. Para TUDO.
O mundo precisa de fogo. que destrua todos os erros alguma vez cometidos ou por cometer. É preciso eliminar. E rejuvenescer. Todos precisamos de voltar a nascer
Tenho frio. E não gosto. Pensava que gostava ao pedir que voltasses. Mas agora que voltaste, já não sei, quero que te vás embora. Não para sempre. Isso seria muito tempo. Mas o tempo passa a correr. Por isso o para sempre vem num instante. Por isso fico na dúvida.
Quero-te aqui e quero-te lá. Ao mesmo tempo, se fosse possível.
Tenho frio e quero dançar à chuva. Por nenhuma razão. Detesto chuva. E ventos frios. Fá-los parar.
Fá-los parar e vai-te embora. Encontramo-nos depois no Para Sempre. Num instante. Até já
Ele não pensa. Ele sente. Ele não pensa o que sente. E é feliz assim porque tem consciência da sua inconsciência.
Ele não pensa sobre o passado. Não por escolha. Mas porque não pensa. E é feliz.
Vive no momento e nada o prende. Sentimentos ou Pessoas. Ele é livre. Como um pássaro. O problema vem depois. Porque se ele apenas sente e não pensa, ele não se vai lembrar do que sentiu porque: uma vez passado jamais recordado.
Para este pássaro não há Passado. Não há Futuro. Apenas Presente.
E o vento. Que lhe mostra o caminho. E ele é feliz, à maneira dele porque não conhece outra.
Se ele sabe o que é ser feliz?
Não, mas ele é. Feliz de uma maneira infeliz. Voando

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Querer ser como tu, e não poder

Eis a questão. Será que parte da minha alma morreria se o meu heterónimo morresse? Ou se eu morresse será que o meu heterónimo ainda andaria por aí a vaguear? A cuidar das pessoas que mais amo? Ou a atormentá-las?
É uma pergunta complicada. Uma pergunta que raramente é pensada por alguém.
Ou eu teria a coragem para matar o meu segundo "eu"? Por lhe ter dado a vida perfeita. Sem problemas. Sem culpa. E com inveja.
Entramos numa espécie de contradição.
Não quero que morras. Mas gostava de ser como tu. E como posso ser tu se ainda continuas cá?
Eis a questão.
Será que alguma vez saberei responder a essa pergunta? Não.
Só sei que criar-te foi a melhor coisa que fiz.
Com orgulho.

Íris Carvalho

domingo, 16 de outubro de 2011

Desaparece, sonho perdido

Escrevo em cima do joelho. Quero apressar algo. Quero que o tempo passe para poder não te ver, e seguir em frente.
Desaparece. Como o dinheiro, num ápice. Por favor.
Escrevo em cima do joelho. E com esperança penso "Íris tu és melhor que isso, não te prendas a um sonho" (impossível de realizar).
Não quero nada disto. Eu não pedi nada disto. Ou será que pedi? Ao amar-te de corpo e alma? Talvez. Não devia.
Tento deixar de te amar, amando-te ainda mais.
Desprezo-te. Sem qualquer tipo de respeito.
E no entanto, observo, e tu ainda aqui estás, como que de propósito. E porquê? Eu não pedi nada disto.
Eu amo-te mas já não consigo gostar de ti. És horrível.
E mesmo assim, aqui a Íris, continua presa ao sonho.
Sem fim à vista. Sem uma luz ao fundo do túnel.
Olho para ti e sinto-te tão próximo à distância.
Como se quebrasses todas as regras, todos os km. Não pode ser.
Alimentas o meu vício cada vez mais. Quando devia ser o contrário. Não quero amar-te.
Não passas de um sonho perdido. Não passas de um sonho do qual eu desejo acordar e não consigo.
Prendeste-me aqui e foste embora.
Sem sentimentos. Sem arrependimentos. Sem remorsos.
Quero acordar deste sonho ao qual chamo de pesadelo. És um caso perdido.

Íris Carvalho

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

«Ah, poder ter a tua alegre inconsciência e a consciência disso!» 


Fernando Pessoa

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Apenas uma ilusão

Para sempre.
Uma ilusão que vem como que implicada na felicidade.
Uma ilusão tornada em desilusão.
Uma ilusão, que uma vez felizes, todos tomamos por garantido.
Uma ilusão como que por burrice mas com plena consciência que outrora esse para sempre nunca existiria.
Não somos eternos.
Ilusão atrás de desilusão.
Todos vamos ter.
Fortalecer. É o que nos vai valer.
Mas que importa se continuamos infelizes?

Íris Carvalho

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Prometo-te um hoje, sempre.

Desconhecido

Amizade

Amizade. Um mistério para mim.
Não temos um conceito universal.
É difícil defini-la.
Mas uma coisa é certa, tempo não está na definição. Tempo é apenas um extra para ficar bem.
Como se constrói? Errando. Foi assim que nós construímos a nossa.
Nunca achei que após tantos problemas, tantos mal-entendidos, tantas confusões fossemos ter uma amizade que agora considero estável e segura.
E é isso mesmo que define uma amizade.
As loucuras que nos fazem cometer e os imprevistos que nunca esperávamos atingir.
Se na altura do nosso mais baixo momento eu alguma vez poria a hipótese da nossa amizade ser como é agora?
Digo-te honestamente, não.
Mas fico feliz por na altura ter estado errada.

É preciso defender, perdoar, gritar, chamar à razão, viver, amar, ser feliz.
É preciso acima de tudo, mudar.
Sinto que após estes anos me fortaleci como pessoa, graças a todos os problemas que tivemos. E sei que tu também.
Sei que mudaste e não foi apenas na cor de cabelo.
E fico feliz por isso.

Um dia vamos perceber, ambas, que todos os erros cometidos afinal valeram a pena.
Os erros.
Deram-nos a oportunidade de construir uma amizade.
Mas após isto tudo, se sei definir "amizade"? Sinceramente não.
Um completo e total mistério. Para mim.
E para todos os que partilham de uma.
Um mistério agradável?
Pode dizer-se que sim.
Se perdesse o mistério, muitas das amizades iriam acabar por perder valor. O que eu não quero que aconteça à nossa.
Sim porque valor é uma das coisas que a nossa amizade nunca vai deixar de ter.
Um sincero obrigada.

Inspirado numa pessoa maravilhosa.

Íris Carvalho

Esquecer Parte II

Se para esquecer é preciso lembrar então quando não te lembrares já te esqueceste mesmo que sejam apenas dois segundos de vida. Mas nesse período de tempo já esqueceste. Nem que sejam uns meros dois segundos. Foste feliz. Novamente.

Raul de Almeida

domingo, 9 de outubro de 2011

Esquecer

Esquecer.
Nem toda a gente consegue. E no entanto toda a gente quer.
Julgas-te o rei de tudo, julgas que sabes tudo, que controlas os meus sentimentos. E sabes que mais, não controlas.
Dizes que me respeitas e no entanto fazes tudo para desrespeitar a minha pessoa.
Nunca vi pessoa tão idiota como tu, e no entanto tão bela.
É impressionante como os meus sentimentos se contradizem. Todos os dias.
Devo ser maluca. Talvez sim. Talvez não.
Diz-me tu.
É complicado encontrar tantos defeitos numa pessoa como eu encontro em ti. E no entanto, com burrice minha, amo cada um deles ao pormenor. Amo-te a ti, como nunca amei ninguém.
És o melhor e o pior que há em mim.
És tudo o que eu alguma vez quis.
Mas fazes de tudo para que eu perca esse sentimento.
Neste momento queria esquecer-te e não esquecer-te, ao mesmo tempo.
Fazes-me tão mal. Não entendo como é que ainda nutro algum tipo de sentimento por ti.
A ferida está aberta.
Dou um prémio a quem a conseguir fechar.
Eu já tentei. E quanto estava prestes a conseguir, tu voltaste a abri-la. Com toda a tua graciosidade.
Como que de propósito.
Por favor deixa-me seguir em frente.
Sempre ouvi dizer "True love does not come by finding the perfect person, but by learning to see an imperfect perfectly".
Pois, eu também penso nisso.
Mas será mesmo credível?
Não sei em que acreditar. Já tive fé, já acreditei no destino, em segundas oportunidades (que não valeram de nada).
Dei-te 1,2,3,4 (..) oportunidades. Desperdiçaste cada uma delas.
Agora queres que pense o quê?
Ah, que me amas perdidamente e nunca deixaste de amar?
Não, não me parece. Desculpa. Mas não caio nessa mais nenhuma vez.
Brincaste com o meu coração.
De todas as vezes que to confiei.
Perdeste o meu respeito, confiança e admiração.
Esquecer. É o que eu quero.
Nem toda a gente consegue. E no entanto toda a gente quer.
Só não sabem que para esquecer é preciso lembrar.

Íris Carvalho